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ARQ-URB

Territorialidades Palafíticas no Amapá
vestígios da ancestralidade amazônida
e o desafio à urbanidade moderna

Quintas Ameríndias (LABYA-YALA FAU-USP)

Nas Amazônias cabem muitos mundos, de territorialidades e temporalidades que se movem junto com seu povo. Encontrar palafitas na maior floresta tropical do planeta, não é uma simples coincidência. Os assentamentos palafíticos estão localizados em diversos países cobertos pelo bioma amazônico, em margens de rios, lagos, áreas alagáveis, por litorais, e, portanto, são uma forma influente de ocupação, uma presença que atravessa séculos. No contexto brasileiro amazônida, este tipo de habitação é fortemente interligado aos saberes ribeirinhos - expressões de uma população tradicional que herdou os saberes das populações originárias.

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No Amapá, estas comunidades ainda são alvo de estigmas associados à pobreza e violência urbana. Contudo, sua condição palafítica é uma questão incontornável de identidade e resistência. Trata-se de uma forma de urbanidade que foge à regra do padrão único da cidade moderna quadra-rua-lote em solo firme, e por isto é a forma irregularizada e precarizada historicamente. O risco que a precarização oferece aos moradores é um fator de preocupação, mesmo reconhecendo o potencial desta tecnologia como uma solução de acesso à habitação. Portanto, através da territorialidade pelas águas, as palafitas abrem caminhos para pensar modos de habitar com a natureza, que nos reaproxime de uma outra poética de urbanidade.

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Palestrante: Victor Salgado

Ano: 2025

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Territorialidades palafíticas no Amapá: vestígios da ancestralidade amazônida

Capa da Revista Ponto Urbe v.25 (2019)
Periódico FFLCH-USP, ISBN 1981-3341

A Revista Ponto Urbe publica ideias originais de antropólogos e pesquisadores de áreas afins com diferentes graus de formação desde 2006, estimulando a publicação de estudantes de seus ensaios e primeiras pesquisas, e incentivando a interdisciplinaridade. Mantém a missão de alcançar e envolver autores e leitores, em geral estudantes e docentes de Ciências Sociais e demais humanidades, interessados em pesquisas atentas às múltiplas questões que envolvem as vidas urbanas no Brasil e no exterior. A fotografia da capa para Edição 25 faz parte do ensaio fotográfico publicado com o título "Divergência e transição: o que há de urbano e ribeirinho na Vila Elesbão (AP)", acesse pelo link abaixo.

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Autor: Victor Salgado

Ano: 2019

Estação Chão d'Água

Este estudo foi realizado na Vila Elesbão, localizada em Santana, no estado do Amapá como Trabalho de Conclusão de Curso. Evidencia a palafita como principal técnica construtiva presente na comunidade além de resgatar a sua relevância e aplicação em territórios outros. Particular ao caso da cidade de Santana, o acesso direto ao Oceano Atlântico por meio da foz do rio Amazonas determinou a vocação portuária da região, atraindo investidores e interesse estatal com a finalidade de instalar infraestruturas de acostagem. As populações mais vulneráveis fixaram residência na Zona Portuária, onde fica a Vila Elesbão, em circunstância de ocupação irregular. Verificou-se que o espaço construído pelos moradores, sem apoio da gestão pública, transformou as dificuldades em conquistas. Por objetivo, o trabalho realiza o projeto Estação Chão d’Água, a fim de favorecer a autogestão e organização da comunidade, e complementar a essa estratégia apresenta-se a proposta de desenvolvimento a partir do turismo comunitário, um modelo de gestão.

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Autor: Victor Salgado

Ano: 2019

Criar e Viver a Praça a Vizinhança

Circuito de oficinas para debater e construir participativamente uma praça no Brasil Novo. É pra todos mas principalmente pra quem mora no Brasil Novo ou tem interesse em movimentar a pracinha com arte e cultura! Quer que a praça da UPC seja uma praça mesmo e cheia de vida? Lugar: Onde todo mundo já chama de praça, mas ainda não tem nenhuma sombra nem banco (a não ser a parada de ônibus): Praça da UPC, Rua Mamoeiro. Oficina 01 "Você conhece a praça aqui do bairro?" para contar e ouvir histórias dos vizinhos e traçar uma linha do tempo do que aconteceu ali pra perceber melhor os problemas do lugar e como podemos agir. Oficina 02 "Praças, Vida no bairro e grafite" para discutir um pouco sobre a importância da praça e depois fazer umas arts sobre isso com nossos queridos grafiteiros Zion e Curumim e Campis. Oficina 03 "Criando a praça da vizinhança", momento de todos opinarem sobre o que querem na praça e como, vamos montar um pequeno projeto com a ajuda de todos (e de uma maquete top que todos vão ajudar a montar). Oficina 04 "Cultivando o jardim da praça" para falar um pouco de educação ambiental e como plantar e criar vegetações na praça de todos. (Esse evento integrou o Circuito Urbano 2019 - ONU Habitat). Contou com os apoios de EMERGIR COLETIVO e Projeto Macapá Rumo Aos 300 Anos (PMM).

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Autores: Luana Vieira, Victor Salgado e Luana Rocha

Ano: 2019

EMERGIR COLETIVO (02): Criar e Viver a Praça da Vizinhança [1]
EMERGIR COLETIVO (03): Criar e Viver a Praça da Vizinhança [2]

Mapeamentos coletivos

[1] Mapeamento Coletivo Infraero II (Macapá, Amapá)

 

O objetivo era confeccionar coletivamente mapas territoriais que incentivem e facilitem práticas colaborativas e de transformação a partir de narrativas cotidianas da comunidade que frequenta o bairro. 

Estrutura básica da Oficina: Parte 1: Apresentação e introdução ao mapeamento coletivo; Parte 2: Mapeamento afetivo coletivo; Parte 3: Mapeamento analítico coletivo; Parte 4: Encerramento com debate e discussão da experiência.
Esta proposta não pressupunha que o mapa produzisse transformações por si mesmo, entende-se que o processo de colaboração com participação da comunidade de habitantes produza um trabalho coletivo, com suporte gráfico e visual, e uma plataforma que viabilize o encontro de consensos e permita encontrar um território dinâmico e em permanente mudança a partir da interpretação da realidade vivida e compartilhada entre os participantes. Portanto a interpretação subjetiva do local com participação da comunidade do bairro é de extrema importância. A partir de desenho livre e com uso de pictogramas, mapear de forma colaborativa o bairro, entorno próximo a Rodovia Norte-Sul, os percursos cotidianos, os pontos de referência de atividades significativas (morar, estudar, lazer).

O evento foi em parceria com a Prefeitura Municipal de Macapá e o CEU das Artes Zona Norte.

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Autores: Victor Salgado e Melissa Matsunaga

Ano: 2017

[2] Mapeamento Coletivo Centro (Macapá, Amapá)

 

A oficina foi desenvolvida para a Semana de Arquitetura e Urbanismo VII da UNIFAP. Foi planejado uma deriva urbana pelo centro da cidade de Macapá, um recorte cartográfico curto e cotidiano aos moradores da cidade. Esse percurso durou cerca de 2 horas, e circulou por praças, instituições públicas, canais urbanos e a própria orla fluvial da cidade.
Após a deriva urbana pelo centro voltamos para universidade e abrimos uma roda de conversa sobre a experiência antes de partir para os mapeamentos afetivos e analíticos, aos moldes da experiência anterior que apresentei acima. Depois da conversa os participantes foram instruídos a formar grupos de três pessoas para iniciar o método, e depois houveram rodízios entre os mapeamentos para intervenções mescladas entre as formações iniciais.  As colagens e intervenções utilizaram o desenho à mão e pictogramas.

O resultado foi a convergência de experiências vindas de aspectos sociais distintos, que de diferenciavam ou se aproximavam de acordo com âmbito de gênero e raça, por exemplo. E também a crítica as imagens pictogramadas poderiam ser alteradas de acordo com a necessidade representação de sensações ou narrativas, neste sentido houve um acumulo de requisitos visuais no processo de mapeamento 

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Autores: Victor Salgado e Guilherme Alfaia

Ano: 2018

Habitar sobre pilotis: a moradia vernácula ribeirinha no contexto urbano da Amazônia

Este artigo busca analisar o habitar sobre pilotis de madeira, no quecorresponde aos materiais utilizados, processos construtivos e formas de agrupamentos no contexto urbano das cidades amazônicas. Com foco em comunidades desfavorecidas de infraestrutura e legislação específica para esse tipo de assentamento, são espaços estereotipados na cidade, marcados pela segregação espacial e social. A investigação de moradias palafíticas urbanas na cidade de Macapá envolve conflitos entre homem e a cidade em várias dimensões, dentre elas o ambiental e o urbano. Habitar em áreas úmidas como as ressacas é uma das principais alternativas para os imigrantes que diariamente desembarcam nos portos das cidades na Amazônia e que não conseguem se estabelecer em propriedades formais.


Palavras-Chave:
Arquitetura; Amazônia; Cidade; Habitação; Palafitas.​

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Páginas 80-93

Autores: Victor Salgado, Bianca Moro de Carvalho

Ano: 2017

Largo Mendonça-Júlio

Este trabalho é fruto da disciplina Projeto Arquitetônico IV.  Após a discussão dos conceitos e diretrizes da temática da disciplina, a equipe denominada Lacuna Arquitetos Associados, preparou para a temática exigida, edificação vertical, o empreendimento Largo Mendonça-Júlio, como um espaço edificado para múltiplos usos. Objetivo: Em síntese o projeto pretendeu proporcionar variedades de habitações afim de atender à necessidade e diversidade de famílias da sociedade contemporânea, profissionais liberais e complementar ao uso residencial, foram adicionadas lojas para comercio e serviços, um restaurante, uma sorveteria, áreas de playground, contemplação e estacionamento semiprivado. o Largo Mendonça Júlio contempla um espaço público, de livre circulação, aderindo as práticas de uso social da propriedade privada, além de proporcionar equipamentos comerciais, de serviços e lazer. Conclusão: Portanto, foi avaliado que  Macapá é uma cidade de médio porte, ainda em desenvolvimento, com rede de esgoto de porte de cidade pequena, que não tem capacidade para receber a construção desordenada de grandes edifícios, porém os poucos edifícios que a ocupam, já mudam sua paisagem urbana O fenômeno não é sinônimo de crescimento, nem de estagnação, entretanto Macapá possui grandes problemas de saneamento básico, o que se torna ponto de discussão para que esses serviços sejam otimizados e a cidade esteja apta para quando a verticalização de fato chegar e ainda assim promovendo espaços cada vez menos segregados.

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Autores: Victor Salgado, Hanna Coutinho, Fernanda Azevedo e Luana Santos

Ano: 2018

Via Parque Claudomiro de Moraes

Este trabalho é uma proposta de projeto paisagístico, o Projeto Via Parque Claudomiro de Moraes, no bairro Novo Buritizal, em Macapá, com extensão de aproximadamente 2 km. Com o objetivo de ordenamento da paisagem urbana, amenizando o caos provocado pelo crescimento desordenado da cidade, e a falta de planejamento e políticas públicas.

A escolha da Avenida Claudomiro de Moraes como área de intervenção baseia em uma inquietação quanto ao futuro e a qualidade de vida na via, tendo em vista os vários empreendimentos de grande porte que estão sendo feitos ao logo da mesma, e levando em consideração a população que já frequenta o local e os problemas já existente no mesmo. Em algumas faixas transversais da via a extensão ultrapassava 120m.

O Projeto Via Parque Claudomiro de Moraes objetivou articular e conectar toda a extensão da via, uma conexão não somente física, mas também cultural, feita principalmente através de intervenções de caráter paisagístico. A proposta buscou preservar essa diversidade na paisagem urbana, porém amenizando o caos provocado pelo crescimento desordenado da cidade, e a falta de planejamento e políticas públicas.

O projeto foi apresentado no Congresso Brasileiro de Arborização Urbana, sediado em Macapá na edição XXI "Conectando as florestas urbanas de norte a sul".

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Autores: Victor Salgado, Luciana Carvalho, Sibelle Monteiro, Florence Porcy e Edilene Lira

Ano: 2017

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